O que um cabideiro alheio me contou sobre relacionamentos




Passei em frente, dias atrás, a uma loja de artigos e móveis para casa e na vitrine havia um cabideiro, esses altos de madeira que algumas pessoas costumam colocar em seus quartos. Imediatamente, lembrei de um episódio em que visitei a casa de uma amiga, cujo quarto havia um cabideiro desses. Estava verdadeiramente atulhado de roupas masculinas, ou seja, nada do que havia naquele cabideiro era dela. Não precisei abrir a boca (e obviamente não o faria) e ela se “desculpou”, referindo que seu companheiro não organizava as próprias roupas, deixando uma verdadeira montanha no dito cabideiro. Não sobrava um vão sequer para ela pendurar um simples colar.

Já em casa, fiquei pensando o quanto ocupamos, de fato, nosso lugar num relacionamento e o quanto roubamos o espaço do outro na relação. Quantas vezes atulhamos o nosso ego com as nossas questões sem nos darmos conta da individualidade do outro… e do espaço que esse outro precisa para ser, de fato, enxergado. Quantas de nossas roupas existenciais precisam ser guardadas para oportunizar que a roupa alheia se expresse?

Com convicção posso afirmar: o espaço do cabideiro precisa ser contemplado com as roupas e acessórios de um e de outro. Quando há mais “coisas” de um do que de outro, o equilíbrio relacional entra em colapso... Um relacionamento amoroso é sempre um trio: eu, tu e nós. Logo, haverá de ter espaço, necessariamente, para os três...

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