O desafio dos nossos relacionamentos afetivos: misto de conflitos e possibilidades


Quando se fala em conflitos conjugais pensa-se em uma gama de aspectos relacionados, motivações e situações que geram desconforto, discussão, desentendimento entre o casal no seu dia-a-dia. E não me refiro apenas a casais que residem juntos, mas, também, aqueles que, mesmo morando em casas separadas, estão juntos por objetivos comuns e afinidades e, é claro, sentimentos mútuos de amor e carinho.


A sociedade vem mudando consideravelmente no que tange a relacionamentos, configurações familiares e mercado de trabalho de homens e mulheres. Nisso, os papéis conjugais também mudam, porque a dinâmica de vida cotidiana de casais está bem diferente se compararmos a poucas décadas atrás. A inserção cada vez mais intensa da mulher no mercado de trabalho e o surgimento dos casais de dupla jornada alteraram o modelo familiar tradicional, alterando, por conseguinte, as funções desempenhadas por estes no ambiente familiar.


A falta de tempo juntos acarreta distanciamento e falta de intimidade. Casais se veem cada vez menos, passam menos tempo juntos e, certamente, um deles acaba sobrecarregado, geralmente a mulher, pois apesar de desempenhar sua atividade profissional fora de casa, na maioria das vezes, ainda continua desempenhando as mesmas funções dentro de casa, cuidando desta e dos filhos, muitas vezes sem a devida divisão de responsabilidades com o cônjuge. Surge aí as dificuldades em conciliar as demandas da casa com as do trabalho. Os homens, por sua vez, apesar de auxiliarem nas tarefas domésticas, não o fazem com a mesma responsabilidade.


O maior conflito, acredita-se, está relacionado com a falta de valorização desta mulher por parte do companheiro. Muitos homens ainda não compreendem o universo de papéis que a mulher desempenha ao mesmo tempo, tendo de pensar e planejar cada atividade de seu dia, preocupando-se com as coisas mais banais, mas que precisam ser feitas, como levar o lixo pra fora, passar na padaria, pensar no cardápio do final de semana, entre outros. Com casais que tem filhos essa dinâmica fica ainda mais pesada.


Com a correria do cotidiano, a falta de tempo e as inúmeras atividades que sobrecarregam esse casal, a tendência, nesses casos, é o casal parar de conversar. E quando falo em conversar, me refiro a olharem-se, conversarem com atenção mútua, prestar a devisa atenção no outro. Atividade rara, o diálogo se torna cada vez mais superficial. Esquece-se de falar superficialidades e dar risadas, esquece-se de filosofar, de divagar, de falar de sentimentos e emoções. E, com isso, esquece-se, também, a arte da conquista. Nunca mais um buquê de flores entra em casa, nunca mais uma vela é acesa à mesa de um jantar a dois. Não que isso precise existir, cada casal sabe o que faz sentido para si. Mas a essência desses exmplos é se pensar que, cada vez mais, os casais estão distantes, o que abre brechas para brigas, frustrações, infidelidade.


Como vivenciar uma relação mais próxima, com maior intimidade e menos ocorrência de conflitos? A resposta a essa pergunta pode ser simples, mas, na prática, a tarefa pode ser desafiadora. Há a constante necessidade de se criar um repertório de habilidades pessoais para lidar com os desafios da conjugalidade. Para isso, não há nenhum segredo milenar escondido a sete chaves. Mas há de se ter vontade, autorresponsabilidade e até mesmo estratégia. O resultado não pode ser diferente: aquela relação planejada, pensada e desejada como algo que engrandece, que desafia, que agrega, sai do papel e passa a figurar na vida real de quem realmente está disposto.

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