Comunicação nas relações pessoais





Quando falamos em relações, atualmente, impossível não lembrar das nossas relações estabelecidas via internet. Vivenciamos um sem fim de recursos tecnológicos para isso, e estamos, o tempo todo, sendo bombardeados com mais inovações e informações do mundo digital. Nesse cenário, as relações interpessoais recebem uma nova configuração. Mas, assim mesmo, valorizamos muito e preservamos as nossas relações próximas, aquelas presenciais e pessoais.


O pilar de uma boa relação é, sem dúvida, a comunicação. Não só a comunicação verbal, mas todo o conjunto que comunica. Pensando especificamente em comunicação verbal, em diálogo, posso afirmar que que a base de qualquer comunicação é a empatia. Essa palavra, sempre muito usada, nem sempre transmite o que realmente significa. A regra básica da empatia quando pensamos em comunicação é adaptar-se a como os outros preferem se comunicar. E isso envolve dois pontos cruciais: a observação e o conhecimento.


A observação é diferente de “avaliação”. Observar o outro significa perceber o outro em seu contexto, momento e situação. Isso não é ler mentes. Não é avaliar. Não é julgar. Já conhecer o outro não significa que precisam ser confidentes. Conhecer significa que você, a partir da observação, sem avaliação, é capaz de perceber como essa pessoa se comporta, se comunica, quais são seus humores, gostos, suas principais habilidades.


Mas o que as pessoas, em geral, fazem? Julgamentos moralizadores, inferências, “achismos”. E isso já intoxica qualquer tentativa de comunicação efetiva, justamente porque para nos comunicarmos com as pessoas precisamos estar atentos e nos despir de nossos julgamentos. A escuta entra aqui como um aspecto importante. Eu costumo chamar de “escuta ativa estruturante” a escuta que não se detém ao superficial, já que, escutar é diferente de ouvir. A escuta exige presença! É você estar, de fato, presente na hora do diálogo.


Em relações afetivas (casais), a comunicação tem um papel extremamente importante. É um dos alicerces de uma relação saudável, podendo desencadear o sucesso ou o fracasso do relacionamento. Alguns aspectos são cruciais quando pensamos na comunicação entre casais: a transparência em tudo o que for comunicar, a escuta ativa estruturante, como mencionei acima, a validação e a valorização do que o outro está passando e sentindo. Além disso, conhecer o perfil comportamental do outro permite que você saiba exatamente como se comunicar com ele. Não menos importante, a questão da autorresponsabilidade também deve estar presente, afinal, não se deve responsabilizar o outro por tudo o que acontece na relação.


Por fim, o entendimento de que a comunicação vai muito além do simples falar e ouvir pode ser a virada de chave na sua relação, principalmente se ela está passando por algum tipo de conflito. O investimento em uma boa relação só acrescenta e faz com que tenhamos mais saúde emocional no nosso dia-a-dia.

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